quarta-feira, 28 de abril de 2010

Desafios da próxima década - Segurança da Informação


Quais os desafios da segurança da informação para os próximos dez anos? Podemos prever? Tomo a liberdade de fazer minhas previsões. É um risco (pessoal) fazer afirmações sobre o futuro. Mas, se não acertar, estarei em boa companhia.
Vocês conhecem estas previsões?
  1. O mercado financeiro está muito saudável e nenhum crash acontecerá.
  2. Não há razão para que alguém queira ter um computador em casa.
  3. Não há a menor indicação de que a energia nuclear será obtida. Isso significaria que o átomo teria que ser rompido no futuro.
  4. Em 2001 o homem terá colônias de exploração na Lua. A PanAm será a única companhia aérea a servir o espaço.
Sabem quem foram seus autores?
  1. Peter Drucker , em relatório escrito quando era funcionário de um banco em Frankfurt, na véspera da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Informação dada por Doris Drucker em entrevista, HSM Management.
  2. Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp (DEC), fabricante de computadores mainframe, discutindo os computadores pessoais, em 1977.
  3. Albert Einstein, em 1932.
  4. Arthur Clarke, Cientista, 1968.
Nos próximos dez anos, entendo que teremos os seguintes desafios em segurança da informação:


As pessoas entenderão melhor que a segurança existe para a organização e que os recursos de informação devem possibilitar que o seu negócio seja realizado, que sua missão seja alcançada e que os riscos de indisponibilidade do negócio sejam minimizados.


Maior exigência de que os serviços e produtos disponibilizados pela organização sejam acessíveis para os clientes em qualquer lugar e a qualquer momento. Isso significa que a continuidade do negócio será um direcionador dos investimentos em segurança. A pesquisa global de segurança da informação realizada pela PricewaterhouseCoopers indica essa preocupação de 41% dos executivos, pesquisados em 2009.


Existirão controles mais rígidos para a garantia da verdadeira identidade (pessoas, ambientes, sites, servidores e qualquer elemento que necessite provar sua identidade). No período de 2008 a 2009, o CSI - Computer Security Institute - indicou que o roubo de identidade praticamente dobrou (de 9% para 17%)


Necessidade de mais controles sobre o acesso à informação e dados, pois existirão dados sobre todos, sobre tudo e especificamente sobre cada pessoa. Nada e ninguém ficará despercebido. Tudo estará registrado e a privacidade, para existir, demandará controles para definir quem poderá autorizar os acessos às informações. A imagem de cada organização pode ficar comprometida se pessoas indevidas acessarem certas informações. Em recente pesquisa da Ernst & Young, ficou registrado que falha em segurança pode ter mais impacto na reputação do que no faturamento da organização.


Maior democratização da informação. Todas as classes terão acesso à informação. Esse fato parece apenas positivo. Aliás, é um fato positivo. Porém, acarreta desafios para a segurança da informação. Esse fato exigirá regras e regulamentos efetivos, o judiciário terá que atender ao mundo virtual e todos dependerão mais da informação, que poderá ser manipulada. Atualmente já existe uma preocupação com pesquisas que são feitas em sites de busca. As pessoas se contentam com as primeiras respostas, isto é, ficam apenas com a primeira pagina. Se a colocação de resultados for manipulada (comercial ou ideologicamente), as pessoas não acessarão a resposta mais correta ou a mais completa.


Aumentará o roubo de informação. Muitos concorrentes não agirão de maneira politicamente correta e usarão qualquer meio, inclusive o roubo, para obter informações das outras empresas. Porém, deverá se dar uma atenção especial para que as organizações não sejam negligentes e doem informações para o resto do mundo, através de documentos confidenciais jogados no lixo sem estarem destruídos, conversas em happy hours e ações semelhantes.


Maior dependência de fornecedores. Isso significará que seus fornecedores deverão ter o mesmo nível de proteção da informação (ou maior) que a sua organização. O Instituto Gartner prevê que, já em 2012, 20% das organizações não terão ativos em TI. Eles estarão nas nuvens de serviços.


Redes sociais. O desafio da segurança da informação é ter regras claras para o uso (pessoal e institucional) das redes sociais. Mais do que segurança, a organização precisa discutir os limites da pessoa e da empresa. Um gestor da organização pode, em seu Twitter pessoal, xingar adversários de times de futebol? Mesmo que os destinatários sejam clientes?
Esses desafios citados acima valerão para os próximos dez anos, mas já nos cercam. Solução? Existe, simples e complexa ao mesmo tempo. Consideramos que a Organização deve implantar ações básicas e estruturais:


Ter regulamentos (políticas e normas) explícitos, indicando qual o nível de proteção que se deseja.


Investir nas pessoas. É através das pessoas que a segurança da informação acontece.


Definir os controles de segurança da informação de maneira alinhada com os negócios da Organização.


Planejar e executar as ações de segurança.
Os desafios são para a toda a década, e as soluções precisam acontecer diariamente!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sec2b lança novos treinamentos!

Acabou de sair do forno as duas novas Formações que estão sendo oferecidas pela Sec2b Pro - Professional Study:


- CSO Professional
- ISFS – Information Security Foundation based on ISO/IEC 27002


São formações muito focadas ao mercado de trabalho, e serão ministradas por Andersom Ramos, que para quem é da área ou pretende ser, dispensa apresentações.


Os Datasheets das formações podem ser obtidos nestes links:


http://slidesha.re/azDNlS
http://slidesha.re/9wQvLY


Aguarde que em breve sairá a matéria completa com datas e valores no site da Sec2b. (www.sec2b.com)
Spoiler!
Segundo informações, a próxima formação será de CSO Professional, ministrada pelo Anderson Ramos, a ser realizada de 03 a 07 de Maio.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Monitorando a segurança dos serviços terceirizados


A terceirização da infraestrutura de TI ou mesmo toda a operação, incluindo sistemas e serviços de TI, é uma realidade cada vez mais próxima para muitas empresas. Muitas delas, durante a negociação dos contratos e indicadores de SLA (Service Level Agreement),preocupam-se com a disponibilidade dos serviços, quantidade e tempo de atendimento dos chamados, armazenamento de dados, entre outros. Porém, para os indicadores relacionados comsegurança da informação nem sempre encontramos índices precisos para medir a qualidade dos serviços prestados.
Durante a análise dos contratos, muitas vezes há cláusulas genéricas como: manter o parque computacional atualizado, aplicar regularmente os patches de segurança, revisar as regras do firewall, testar o plano de contingência, realizar os testes de invasão, etc.
Nessas situações, quando revisamos o serviço prestado pelo provedor fica difícil afirmar se a qualidade está adequada ou não, pois não há indicadores claros e específicos sobre:
·         O tempo que uma atualização leva para estar disponível nos servidores;·         Qual deve ser a periodicidade das revisões do firewall. Em quanto tempo as incorreções identificadas devem ser tratadas;·         Quem deve fazer os testes de invasão, a própria empresa ou alguém independente? Quem deve receber o relatório e acompanhar as correções?
·         Quem é responsável por um vazamento de informações?
Além de métricas mais precisas para as disciplinas de segurança da informação, também é necessário que se estabeleçam penalidades para o não cumprimento dos indicadores estabelecidos. As penalidades, normalmente, transformam-se em descontos comerciais nas faturas mensais seguintes.
No entanto, essas melhorias nos contratos e o SLA de nada vão adiantar, se as empresas não estabelecerem um processo interno rígido com uma estruturação de monitoramento próprio, utilizando seus relatórios internos para confrontar os resultados apresentados pelo prestador. É importante lembrar que sempre que terceirizamos uma atividade diminuímos a carga operacional da companhia, porém aumentamos a responsabilidade gerencial sobre o prestador de serviços.Frank Meylan

sexta-feira, 26 de março de 2010

ISO 22301 International Standard Business Continuity.



Previsto para 2011 o lançamento da norma ISO 22301 - Societal security - Preparedness and continuity management systems (PCMS). O desenvolvimento da norma é conduzido pelo Comitê Técnico 223 (ISO/WD 22301) que tem membros de 37 países. A expectativa para a publicação do draft para comentários é o segundo quadrimestre de 2010.

A nova norma utiliza com referência a HB 221:2004 - Business continuity management (Australia), IS 24001:2007 - Security and continuity management systems (Israel), Proposal for Guidelines for the Establishment of Framework on Emergency Preparedness (Japão), BS 25999-1:2006 - Business continuity management - Code of practice (Reino Unido) e a NFPA 1600 - Standard on
disaster/emergency management and business continuity programs (Estados Unidos).

Esta nova norma terá relação direta com a BS 25999, a qual é sua principal fonte, conferindo ao British Standards Institution o papel de liderança nas melhores práticas de GCN. A ISO 22301 irá adotar o modelo "Plan, Do, Check, Act" (PDCA) de melhoria contínua, o que não é nenhuma novidade.

É esperada uma transição das organizações que estão certificadas na BS 25999 para a certificação na ISO 22301, semelhante ao ocorrido com as organizações que migraram da BS 7799 para a ISO 27001. Lembramos que neste momento, para aqueles que procuram adotar as melhores práticas de gestão de continuidade dos negócios, a BS 25999 ainda é a solução recomendada.

Fonte:
http://www.gcnbrasil.com/index.php?option=com_content&view=article&id=79:iso22301&catid=1:latest-news&Itemid=50

sexta-feira, 19 de março de 2010

E se a internet pifar? 5 cenários de apocalipse tecnológico.

Excelente cenário para praticar estratégias de Continuidade de Negócios:




Apagões continentais, e-bombas e tempestades solares ameaçam as tecnologias que poucos percebem, mas que mantêm o mundo funcionando.

A tecnologia comanda praticamente tudo que fazemos, e essa influência não se resume às coisas do trabalho. De bancos a hospitais, somos quase totalmente dependentes de tecnologia. Cada vez mais sistemas funcionam de forma interconectada, e muitos deles são vulneráveis. Provas disso surgem quase todo dia.

Mas e se, no lugar dos ataques de negação de serviço que derrubam alguns sites de vez em quando, a internet inteira parasse de funcionar de repente? E se o Google não pudesse mais ser acessado? E se, em vez de um desses vazamentos de dados, nossos bancos fossem atacados por uma arma que dizimasse todas as transações financeiras? E se hackers infiltrassem seus códigos maliciosos nos sistemas que controlam a rede nacional de eletricidade?

E se Deus, demonstrando estar cheio da humanidade, enviasse à Terra uma gigantesca tempestade solar?

Quem pensa que tais coisas não podem acontecer precisa rever sua posição. Saiba que algumas delas até já ocorreram, só que em escala menor. Mas não deixa de ser interessante, mesmo que por brincadeira, exagerar um pouco e imaginar o que poderia acontecer casos esse “dia do juízo final” tecnológico acontecesse de verdade.

Quer saber o que pode dar errado? Confira os cenários descritos a seguir.


Cenário apocalíptico 1: Apagão nacional
Notícia urgente: ataque hacker contra instalações de distribuição de energia provoca enormes apagões pelo país e deixa milhões de pessoas sem eletricidade.

Acredite: o sistema que controla as usinas geradoras de energia dos EUA foi construído há cerca de 40 anos, quando a internet era apenas um punhado de universidades ligadas por modems de 300 bps.

“Antigamente, todo sistema de energia em qualquer parte do mundo era considerado uma ilha”, diz Robert Sills, CEO da RealTime Interactive Systems, que oferece soluções de segurança para aplicações de controle industrial. “Não havia tecnologia disponível para conectá-los. Agora existe.”

O lado negativo dessa conectividade toda é que, se uma subrede for sobrecarregada, as outras poderão cair como dominós. Isso aconteceu nos EUA em agosto de 2003; 55 milhões de americanos e canadenses ficaram sem luz.

E nem é preciso ter um Homer Simpson no controle. Pode ser um funcionário contrariado em busca de vingança – como o engenheiro de software da empresa de esgoto da Austrália que, em 1991, despejou 1 milhão de litros de detritos em água limpa.

Ou pode ser um invasor externo que usa as portas de manutenção do sistema para ganhar acesso à rede. Sills diz que a maioria das subestações de força é vulnerável a ataques desse tipo. Uma vez dentro dele, o hacker poderia simplesmente alterar algumas configurações e deixar os sistemas automáticos de recuperação de incidentes fazer o resto.


Cenário apocalíptico 2: E-bomba afunda sistema financeiro
Notícia urgente: arma eletromagnética paralisa centro financeiro de Nova York, causando danos a equipamentos e interrupções no fornecimento de energia em grande escala; mercados deixam de operar.

Não é preciso detonar uma bomba nuclear para criar um pulso eletromagnético forte o bastante para causar danos sérios. Existem aparelhos que emitem sinais de alta freqüência capazes de fritar equipamentos eletrônicos, e de estragar qualquer informação que não esteja gravada em mídia magnética ou óptica. Essas “bombas” não são facilmente rastreáveis porque a própria máquina destrói as provas de seu uso.

Um furgão com um aparelho desses na traseira poderia derrubar boa parte da economia de um país, caso fosse ligado em centros financeiros como Manhattan, diz Gale Nordling, CEO da Emprimus, empresa que ajuda corporações a se proteger contra ameaças de pulsos eletromagnéticos de origem não nuclear. Parar um país inteiro, no entanto, exigiria uma bomba nuclear.

Uma vez que a máquina fosse ligada, PCs e data centers teriam ido para o espaço. Celulares poderiam funcionar, mas sem as torres das operadoras eles seriam inúteis. O carro não daria partida. Controles automatizados de estações de água e energia não funcionariam. E, se a bolsa de valores de Nova York parasse, as ondas de choque iriam se alastrar por todo o planeta.


Cenário apocalíptico 3: Google fora do ar
Noticia urgente: milhões de internautas que tentaram acessar o maior site de buscas do planeta receberam mensagem de “página não encontrada”; todos os serviços do Google estão inacessíveis.

O Google entrou de tal forma em nossas vidas que já não imaginamos o mundo sem ele. Especialistas afirmam que, para derrubar uma empresa tão bem entrincheirada, seria preciso alguém de dentro – não necessariamente um funcionário mal intencionado, apenas alguém estúpido (se é que existe tal pessoa por lá) com os devidos privilégios de acesso.

E olhe que não é algo de todo impossível. Em dezembro, invasores convenceram funcionários do Google a visitar um site malicioso, que explorou uma vulnerabilidade do Internet Explorer para instalar uma “porta dos fundos” na rede do Google. De lá, eles acessaram o Gmail de dissidentes chineses.

“O principal vetor de obtenção de acesso ao interior de organizações hoje são aplicações maliciosas instaladas na rede”, diz Nir Zuk, fundador e CTO da Palo Alto Networks, empresa de segurança de rede.

No pior cenário, um empregado do Google simplesmente instala uma aplicação na rede, e por meio dela invasores externos enganam o firewall da empresa.

Uma vez lá dentro, os invasores poderiam vasculhar a rede até encontrar os centros de comando e controle dos data centers do Google. Daí, eles poderiam desligar tudo, não sem antes deixar uma bomba lógica para corromper os bancos de dados da empresa.


Cenário apocalíptico 4: Desligaram a internet
Notícia urgente: a internet entrou em colapso hoje quando milhões de internautas foram redirecionados para sites errados, causados por problemas com o sistema de nome de domínio.

Pode a internet sair do ar? Muitos especialistas dizem que não, com o argumento de que há muitos canais de comunicação, muitas redundâncias, e uma arquitetura projetada para contornar pontos de falha.

“É muito difícil derrubar a internet inteira, a menos que ocorra um incidente global de pulso eletromagnético que acabe com tudo de uma vez”, avalia o Dr. Ken Calvert, membro do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Kentucky. “Há uma variedade de tecnologias para tráfego de bits em todos os níveis, como satélite, fibra ou ondas. Há muita redundância.”

Mesmo que a internet não possa ser desligada totalmente, exceto por um ato de Deus (sobre isso, veja o Apocalipse 5), hackers poderiam provocar o caos se atacassem um ponto fraco: o sistema de nomes de domínio. Ao sequestrar o tráfego destinado a diferentes domínios, os hackers podem levar internautas ingênuos a visitar sites maliciosos, ou derrubar qualquer site com uma inundação de tráfego, ou simplesmente enviar todo mundo para um único site, como o Google.com ou o Yahoo.com – tornando a internet sem uso para um grande número de pessoas.

“Todo mundo confia no DNS, mas ele não é realmente confiável”, diz Rod Rasmussen, presidente e CTO da empresa de serviços antiphishing Internet Identity. “O sistema em si não é bem protegido. E tudo que você precisa é de um nome e uma senha para assumir o controle de um servidor DNS ou de um domínio particular.”

Os invasores não precisariam nem atacar servidores DNS, nem envenenar seus caches. Eles poderiam fazer o mesmo estrago tomando o controle de grandes empresas de registro de domínios. Uma infiltração bem-sucedida na Network Solutions, por exemplo, poderia colocar os invasores no controle de mais da metade dos domínios de todas as instituições financeiras dos EUA, diz Rasmussen.

De lá, os invasores poderiam redirecionar internautas para sites falsos e, mais tarde, usar suas senhas para fazer a conexão e roubar suas contas. Ou eles poderiam simplesmente ter como alvo grandes domínios com bastante tráfego, ou promover o caos bagunçando os servidores de tempo da internet.


Cenário apocalíptico 5: Ira de Deus
Notícia urgente: esta reportagem tem sido espalhada boca a boca, porque nada mais está funcionando. Cientistas acreditam que uma enorme explosão solar atingiu a atmosfera da Terra, causando pane nas redes de eletricidade e de comunicação de todo o mundo. Também recebemos notícias de terremotos e tufões, mas que ainda não foram confirmadas.

Pense nisso como a mãe de todas as sobrecargas elétricas. O sol cospe uma enorme nuvem de plasma superaquecido de tamanho diversas vezes superior ao da Terra, e que bate em nossa atmosfera. Partículas supercarregadas viajam pela superfície do planeta, fritando todos os transformadores de energia que encontrar pela frente. Resultado: blecaute mundial instantâneo.

Parece um roteiro de Hollywood. Mas foi exatamente isso que aconteceu em Quebéc, no Canadá, em 1989. Naquele ano, uma tempestade solar de pequenas proporções deixou 6 milhões de pessoas sem energia.

“A probabilidade de a internet parar totalmente é quase zero, mas se tem algo capaz de derrubar a rede mundial é uma tempestade solar”, diz o consultor de segurança Robert Siciliano. “Uma bola de plasma atinge os campos magnéticos da Terra, e os transformadores que gerenciam nossa rede elétrica fritam. Seria literalmente uma tempestade perfeita, de proporções cataclísmicas, que derrubaria a eletricidade e a internet ao mesmo tempo.”

(http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/03/16/e-se-a-internet-pifar-5-cenarios-de-apocalipse-tecnologico)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Como profissionais de segurança veem cloud e virtualização?

A virtualização e a nuvem estão mudando o paradigma de segurança das corporações, mas será que isso facilita as coisas? Veja o que mostra a pesquisa '2010 State of Enterprise Security Survey'.
A migração para a virtualização e a computação em nuvem está tornando a segurança de redes mais fácil ou mais difícil? Quando essa pergunta foi feita aos 2.100 principais líderes de TI e administradores de segurança de 27 países, as respostas mostraram uma grande falta de consenso, representando a diversidade das atitudes nas corporações.

O relatório “2010 State of Enterprise Security Survey” indica que apenas um terço das pessoas ouvidas acreditam que virtualização e computação em nuvem dificultam a segurança, enquanto um terço deles afirmam que tudo fica “mais ou menos” igual, e o restante considera mais fácil.
Para explicar as diferenças conceituais sobre o impacto da segurança, o diretor de tecnologias estratégicas da Symantec, Matthew Steele, afirma que a melhor forma de compreender essas respostas é saber que “se os entrevistados tivessem um contexto de segurança real, eles ficaram imediatamente preocupados. Mas, se eles se preocupam com as operações de TI, eles responderam de um ponto de vista para melhorar o setor”. E as respostas em cima do muro são geralmente originadas daqueles que têm responsabilidades com gastos. “Se o negócio está indo para frente, as coisas estão ok”, destaca Steele.
A pesquisa mostrou que os gastos com segurança corporativa devem chegar a 600 mil dólares em 2010, um aumento de 11% em relação a 2009, com um crescimento de 11% antecipado para 2011. Mas, apesar do crescimento, os entrevistados – que variam de setores bancários, saúde, telecomunicações, entre outros – mencionaram dificuldades em encontrar ou manter funcionários de segurança.
Em média, as organizações têm 120 funcionários para o setor de TI.  Já as grandes empresas, com 5.000 ou mais empregados, têm uma média de 232 funcionários. Mas, segundo os entrevistados, na maior parte do tempo esse número foi insuficiente: 51% afirmaram enfrentar um “grande” problema para encontrar profissionais qualificados.
A dificuldade para encontrar o conhecimento correto foi um condutor em todas as formas de terceirização, incluindo o uso de alguns serviços de administração de segurança, que cerca de metade das organizações adotaram. Mas apenas metade delas ficou verdadeiramente “satisfeita” com os acordos de terceirização.
Além disso, 40% dos entrevistados disseram que suas organizações estavam usando aplicações na nuvem de alguma forma – ainda assim, 40% afirmaram que seria difícil prevenir ou reagir à perda de dados sob a estratégia de computação em nuvem da companhia. E, quando a pergunta foi “a sua estratégia de computação em nuvem aumenta ou diminui o risco de perdas de dados?”, 38% disseram que o risco seria maior, enquanto o restante se dividiu igualmente entre riscos menores ou mesma quantidade.
No setor de ciberataques e perdas de dados, três quartos dos entrevistados disseram que suas organizações foram atacadas nos últimos 12 meses, com 36% deles descrevendo o ataque como “um pouco ou muito eficiente”. O prejuízo anual causado pelos ciberataques chegou a mais de 2 milhões de dólares para as grandes empresas. Para resolver essa questão, atualizar os sistemas é a medida mais eficiente, segundo 87% dos entrevistados.
Já as perdas de dados foram atribuídas a várias fontes, incluindo externas (20%) e acidentes internos (15%). Fornecedores do setor de saúde registraram 58% de perdas de dados com exposição acidental de informações de paciente e 22% com roubos, incluindo roubos de identidades e até mesmo ataques de malware em equipamentos médicos.


http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2010/02/22/como-profissionais-de-seguranca-veem-cloud-e-virtualizacao/

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ex-funcionário: risco potencial para TI

As represálias de ex-funcionários contra seus empregadores são o motivo de maior preocupação para 75% dos gerentes de TI. É o que aponta o 12° estudo anual da Ernst & Young sobre Segurança da Informação.


A pesquisa, realizada com 1,9 mil empresários e diretores da área de comunicação de mais de 60 países, inclusive o Brasil, mostra que, dos 75% citados, 42% estão trabalhando para entender melhor os potenciais riscos que esta situação traz e 26% já estão tomando atitudes que possam minimizar a ameaça.


Apenas 7% disseram que o risco existia, mas medidas já foram tomadas e o risco foi mitigado, enquanto que 1/3 dos entrevistados afirmou estar “muito preocupado” com essa questão.


Além disso, 44% dos entrevistados disseram ter um sistema de gestão de segurança da informação ou estar implementando um, enquanto 32% estão avaliando a possibilidade de adotar uma solução dessa natureza.


Quando questionados como a gestão de riscos vem sendo tratada pelas empresas, 50% responderam que estão gastando mais verbas, enquanto 39% estão gastando o mesmo. Apenas 5% gastaram menos verba no setor, sendo que 6% não responderam.


Das empresas entrevistadas, 41% notaram um aumento nos ataques externos em seus sistemas, e 25% observaram aumento nos ataques internos – aqueles provocados por seus próprios funcionários, como abuso de privilégios e roubo e venda de informação.


No entanto a maior percentagem é ainda de empresas que não viram alterações nos números de ataques, 44%.


No Brasil, a tendência é similar à observada no restante do mundo: os respondentes brasileiros destacaram aumento das ameaças, sejam elas de origem externa (ataques aos sites, phishing) e ou interna (roubo de dados, abuso de privilégios, etc).


Devido ao aumento da ocorrência de vazamento de dados, a proteção de implementar ou aprimorar tecnologias nesse sentido é a segunda maior prioridade nos próximos 12 meses, destacada por 40% dos respondentes como um dos três temas centrais.


De acordo com a consultoria, um dos dados mais interessantes da pequisa se refere ao fato de que poucas companhias estão criptografando dados dos laptops: apenas 41%.


A pesquisa completa está disponível no link relacionado abaixo.


http://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/12th_annual_GISS/$FILE/12th_annual_GISS.pdf


Fonte: http://www.baguete.com.br/noticiasDetalhes.php?id=3514089