Mostrando postagens com marcador Hacker. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hacker. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Prejuízo de empresas com cibertaques pode chegar a US$ 1,7 milhão

Pesquisa da Symantec revela que 27% das empresas entrevistadas sofrem ataques contra suas redes regularmente ou em grande número.

Quando 3.330 profissionais de tecnologia da informação foram entrevistados sobre cibersegurança, eles afirmaram que os ataques de códigos maliciosos são o principal tipo de violação que suas empresas sofreram no ano passado, embora “ações internas não intencionais” de funcionários também tenham causado muitos danos.

Enquanto 73% dos entrevistados na pesquisa “2011 State of Security”, patrocinada pela Symantec, disseram que os ciberataques eram mínimos, 21% afirmaram que eles ocorrem “regularmente”, e 6% indicou que sofreram “um grande número” de invasões em 2010.

Quando ciberataques ocorrem, os custos principais estavam relacionados ao “período de inatividade” e com “perda de produtividade”, de acordo com os profissionais de TI nos setores financeiro, manufatura, tecnologia de ponta, saúde, imobiliário, energia entre outros que responderam à pesquisa.

Os participantes da pesquisa também indicaram que consideram “ataques direcionados”, “hackers” e “espionagem industrial” como significativas ameaças à segurança de suas organizações, embora “funcionários bem-intencionados” quem, inadvertidamente, causam problemas de segurança, também tenham sido bastante citados.

Isso se deve à grande dor de cabeça originada pelo surgimento dos ataques com engenharia social a funcionários das empresas, via redes sociais, que envolvem enganar empregados para que eles baixem códigos maliciosos, de acordo com Ashish Mohindroo, diretor sênior de marketing de produtos da Symantec.

O estudo informa que a média de perda de produtividade nos últimos 12 meses foi de 915 mil dólares. Quando foi determinado que um ciberataque levava à perda ou prejuízos no relacionamento com o cliente, o montante passou a ser 1,14 milhão de dólares durante o ano passado, e a perda de dados importantes ficou avaliada em 1,7 milhão de dólares.

Quando perguntado sobre a efetividade das salvaguardas para conter ciberataques, o melhor método foi visto como “manter atualizações de correções e definições de arquivos”, e “perímetro de segurança”, o que só serve para mostrar que quanto mais as coisas mudam, mais elas tendem a ficar iguais.
(Ellen Messmer)

Fonte: Network World (US)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hacker faz caixas eletrônicos 'cuspirem' dinheiro remotamente

Equipamentos também podem ser abertos com chaves comuns.
Especialista demonstrou as vulnerabilidades em Las Vegas, na Black Hat.

Altieres Rohr Especial para o G1
Barnaby Jack
Pelo computador, hacker faz caixa eletrônico 'soltar' dinheiro. (Foto: AP)
Na tela do especialista em segurança Barnaby Jack há um botão rotulado “Jackpot!”. Ele clica e, imediatamente, um caixa eletrônico fabricado pela Tranax Technologies entrega o dinheiro que contém. Isso aconteceu durante a demonstração de Jack, que trabalha na empresa de segurança IOActive, na conferência de segurança Black Hat, que ocorreu entre os dias 24 e 27 de julho em Las Vegas, nos Estados Unidos.
O pesquisador também demonstrou um problema em caixas da Triton Systems. Ele conseguiu acessar as partes internas do equipamento usando uma chave padrão que pode ser facilmente comprada. Com isso, foi possível conectar um dispositivo USB e instalar um software malicioso no caixa eletrônico, capaz de roubar dados de cartões, senhas, e, claro, roubar o dinheiro.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou ao G1 que desconhece a existência de caixas eletrônicas dessas marcas no mercado brasileiro.
'Dillinger'
Apesar de nenhum detalhe técnico ter sido publicado, a demonstração de Jack foi cancelada na conferência Black Hat do ano passado porque as brechas ainda não haviam sido corrigidas. Para realizar os ataques, o especialista criou um programa chamado Dillinger – nomeado em homenagem ao famoso ladrão de bancos dos Estados Unidos da década de 30.

Jack também colocou adesivos sobre as marcas dos caixas eletrônicos com o intuito de não revelar os fabricantes. Mas a audiência conseguiu facilmente identificar a marca da Tranax piscando na tela. A Triton revelou que era a fabricante do outro equipamento.
Segundo o especialista, um criminoso pode ser capaz de discar números de telefone aleatoriamente – uma prática conhecida como “war dialing” – para encontrar caixas eletrônicos, bem como varrer os IPs da internet. Ele disse que os caixas eletrônicos “atendem” as chamadas e as solicitações da rede de uma maneira específica, permitindo que hackers identifiquem um equipamento vulnerável. Embora apenas duas fabricantes tenham sido envolvidas na demonstração, Jack informou que não é difícil encontrar outras falhas semelhantes.
“O simples fato é que as empresas que fabricam esses equipamentos não são a Microsoft. Elas não têm 10 anos de ataques contínuos contra elas”, disse o pesquisador de segurança para a audiência de sua apresentação.
No início do ano passado, um vírus foi encontrado em caixas eletrônicos da Diebold, que é líder no mercado nacional. A praga tentava interferir com transferências bancárias americanas, ucranianas e russas. Não há registro desses ataques no Brasil; aqui, criminosos usam um dispositivo chamado Robocop para transmitir dados roubados via rede sem fio.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Hacker usa Google Street View para localizar suas vítimas

Técnica usa sites com JavaScript para conseguir endereço MAC do roteador e logo depois o serviço de mapas do Google para achar a pessoa.

Um hacker chamado Samy Kamkar demonstrou durante a conferência de segurança Black Hat, uma técnica que usa dados de geolocalização e Javascript do Google Street View  para perseguir suas vítimas.

Em uma palestra intitulada “Como eu encontro sua namorada”,  Kamkar demonstrou seu projeto. Primeiramente, ele induz a vítima a entrar em um site que usa o JavaScript, para poder extrair o endereço de Media Access Control  (MAC) do roteador e que relate o identificador ao hacker.
A seguir, Kamkar insere o endereço MAC roubado no Google Location Services. Em segundos, ele tem um mapa mostrando a localização da vítima.
“Os navegadores são meios interessantes de se explorar”,  afirmou o hacker à platéia que acompanhava a sua conferência.
No entanto, Kamkar observou que algumas coisas precisam confluir para que o ataque funcione. Primeiro, o roteador precisa estar configurado com a sua senha de fábrica ou ele tem de ser um modelo que não exija credenciais para acessar a página de informações do sistema.  Além disso, o endereço MAC desse mesmo roteador tem de estar gravado no banco de dados do Google Street View, cujos carros contam com antenas que captam dados de redes Wi-Fi.
Mas, mesmo assim, a técnica é relativamente simples. Caso o código tenha sido escrito corretamente, o JavaScript fará uma varredura em dezenas de endereços IP até encontrar a localização do roteador.